11 janeiro, 2012

A Liberdade em questão

"O que somos nós se temos a constante obrigação de nos fazer ser o que somos, se somos segundo o modo de ser do dever ser o que somos?"
Sartre

      
      Os homens não nascem alienados, fracos ou covardes; mas mesmo assim o conjunto de nossas ações, em diversos momentos, revela indivíduos alienados, fracos ou covardes. Na verdade, o homem se torna fraco, alienado ou covarde, afinal, a natureza humana não nos faz assim; mas o conjunto de nossos atos, pois somos o que fazemos de nós mesmos, ou seja, somos definidos pelo modo como atuamos no mundo.
      O homem  é o único ser capaz de inventar a si mesmo, ou seja, ele decide por meio de suas escolhas o que ele será. Em outras palavras, através da liberdade ele escolhe dar sentido à sua existência. Sartre assim não pretendeu orientar as ações humanas, muito pelo contrário, o que ele fez foi tentar retirar do homem as máscaras e deixá-lo diante de suas próprias possibilidades...
           Sem o conhecimento das questões existenciais humanas, não é possível alcançar o verdadeiro humanismo, aquele baseado nas necessidades reais, não só de cada indivíduo, mas de toda a humanidade.

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