01 junho, 2012

Mar de Mim


Sou como brisa que sopra em silêncio,
Nem todos conseguem sentir...
Sou como uma tempestade que inunda e enevoa,
Nem todos conseguem apreciar...
Hoje me satisfaço em amar o contraste que sou,
Fico feliz em me ter comigo
Enquanto me delicio no que descubro a cada dia.
 Meu maior prazer é mergulhar num mar de mim...
E o desafio que encontro é redescobrir quem sou.
Quando me percebo,
Encontro inúmeras esculturas desconstruídas e inacabadas,
Eu que sempre busquei perfeição em tudo que vi,
Hoje me descubro imperfeita, 
E rio disso,
Rio dos meus defeitos, 
Rio das minhas amarguras e do medo de ser esquecida ou descartada,
Rio da minha lerdeza e do meu gosto incomum pelas coisas.
Não espero mais encontrar alguém que me salve
Ou compreenda metade do que sou,
Procuro alguém que consiga ver além de mim,
Alguém que consiga ao menos enxergar-me bela,
Uma beleza que não só é vista,
Mas sentida da forma mais pura,
Alguém que mergulhe fundo sem receio,
Desvende-me com bravura,
E queira adentrar mansamente
Nesse mar que existe em mim...

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